
“Não importa onde você parou ou em que momento da vida você cansou. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças. E eu pergunto: sofreu muito nesse período? Foi a dor do aprendizado. Chorou muito? Foi a limpeza da alma. Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las. Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.”— Carlos Drummond de Andrade.
“Quando sua loucura lhe dominar por completo, ela só queria que soubessem que tentou ser mais forte. Tentou bloquear algumas lembranças que lhe faziam tão mal. Tentou si manter sã. Tentou manter o mínimo de equilíbrio possível, e continua tentando. Mas a cada dia que passa, ela se sente mais próxima da loucura.”
“Você era um campo minado. E eu olhei pra você e tive tanta vontade de sentir as suas explosões.”— Pedro Pinheiro.
“Medo? Nunca tive. Desde cedo aprendi a enfrentar o mundo sem receio das consequências que poderiam vir depois, ainda que minhas decisões fossem as mais dolorosas. Sempre me permiti ir além, me jogar no desconhecido quando nem eu mesmo me conhecia e por mais irônico que isso seja, ali eu me encontrava. Por isso nunca tive medo. Por mais assustadoras que fossem as minhas escolhas, eu arriscava porque gostava do perigo e da sensação do “e agora?” Agora eu me descubro, agora eu me reinvento, agora eu me viro. Agora eu me perco, me acho, me recomeço. Agora eu sou isso, ontem eu já não fui e amanhã já não serei. Porque eu não tenho medo. Quero me jogar sabendo que vou cair, e mais que isso, quero a certeza de que essa queda é o de menos, perto da minha capacidade de levantar.”— Pedro Pinheiro.
“É que meus pensamentos nunca coincidem com as minhas atitudes. Já pensei mil vezes em desistir, mas sempre invento um motivo para não ir embora.”— Pedro Pinheiro.
“Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo.”— Tati Bernardi.
“Quem sabe numa dessas voltas do mundo a gente não se reencontre de novo. E sente numa mesa de boteco qualquer pra falar onde erramos e contar um pro outro o quanto demos certo com outras pessoas. E de como torcemos um pelo outro, mesmo distantes, para que os planos de vida pessoal que tínhamos planejado estivessem dado certo. E se lamente mais uma vez por não termos nos dado outra chance e tentado de novo. E relembre que a gente tinha tudo pra ser um casal perfeito de comercial de margarina. Mas a gente nunca foi um casal. E você sempre preferiu requeijão.”— Pedro Pinheiro.
“Sou muito fechado, tenho mania de guardar tudo pra mim, não gosto de dividir meus problemas com ninguém, prefiro aguentar tudo sozinho, em silêncio… até a dor passar ou simplesmente diminuir.”— Romulo Assis.
“Sei lá, é que as vezes é bom ter alguém pra conversar, alguém que te faça ir dormir sorrindo.”— Lauanda Rocha.
“Sempre me senti diferente dos outros. Não mais bonita, não mais inteligente, não mais especial, não mais esperta, não mais maluca, não mais legal, apenas diferente. Sou diferente na forma de sentir, tudo que me toca, me toca fundo. Tudo que me alegra, me alegra muito. Tudo que me dói, dói forte, corta.”— Tati Bernardi.
“Não sou pra todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias.”— Caio Fernando Abreu.
“Por dentro somos quase todos iguais, alguns até têm coração.”—
Eu me chamo Antônio.
“Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, dói demais. Mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.”— Caio Fernando Abreu.